Chamado
                
Sou natural de Torres, litoral gaúcho, filho mais novo de sete irmãos. Fui o primeiro em minha família a conhecer a Cristo. O primeiro contato com o evangelho eu tive entre os 14 e 15 anos de idade, quando nossa família deixou a roça para morar na cidade por causa das dificuldades no campo. Ao lado da casa em que fomos morar, nas terças-feiras era realizado um culto, em um ponto de pregação na residência do Sr. Teodósio Bendas, de 70 anos de idade. Passei a freqüentar os cultos, onde os missionários da Junta de Missões Nacionais - na época desenvolviam o projeto de plantação de igreja em Torres, Pr. Joacyr Magioli e sua esposa Rosângela Magioli - vinham ali toda a semana ministrar a Palavra de Deus. Ao mesmo tempo em que freqüentava os cultos terças-feiras, aos finais de semana continuava saindo com meus amigos para boates e “baladas”, que geralmente iniciavam na sexta à noite e só terminavam ao amanhecer de segunda. Esta era a minha rotina. Mas o Pr. Magioli continuava compartilhando de Cristo comigo. Em uma certa noite, ao voltar de uma dessas festas, em uma estrada deserta vi um céu tão lindo e estrelado; naquele momento, senti o tamanho do vazio da minha alma, vi o quanto eu estava perdido, tentando ter paz e ser feliz. Naquele domingo, que já estava amanhecendo, fui para casa e naquela noite, dia 18 de junho de 1989, em um culto de aniversário da congregação Batista de Torres, durante o apelo, fui à frente em lágrimas e entreguei a minha vida à Cristo.
                
O texto de Mateus 6.33 impactou tanto a minha vida que, oito anos depois, como funcionário público concursado do Estado, tinha que decidir que faculdade cursar. Porém compreendi que, qualquer coisa que viesse a fazer profissionalmente, nada iria me dar tanta paz e alegria do que servir a Deus integralmente. Foi então que em 1997 fui para Porto Alegre, estudar no Seminário Teológico Batista do RS, me preparar para servir a Deus em sua obra.
                
Foi na Igreja Batista do Passo D´Areia, onde congreguei  durante meu tempo em Porto Alegre, que conheci e me casei com a  Luciana. Por três anos, período do Seminário, trabalhei como estagiário no departamento de Missões e Evangelismo da CBRS. Como meu objetivo era ser um missionário, ao final de2001, entre várias opções, fomos desafiados a deixar Porto Alegre e nos mudar para Rosário do Sul, para trabalhar na revitalização da igreja, que nos últimos dois anos estava fechada, sem pastor, com a energia elétrica cortada, sem água e no meio do mato. Em março de 2002, nos mudamos para Rosário. No primeiro culto, às 18h, o trabalho foi retomado, com cinco irmãos.

Nossos Desafios

O desafio, tanto de Rosário do Sul como de toda a Região da Fronteira Oeste, é levar a Igreja a ser auto-sustentável. A mudança constante das pessoas para outras regiões do Estado (em busca de empregos e melhor oportunidade profissional), dificulta a formação de líderes e o sustento da obra local. Plantar outras igrejas na região. Levar a Igreja a servir nos desafios da cidade e na obra missionária.

Gratidão

O amor, a seriedade e a responsabilidade dos batistas gaúchos, na atitude de cada crente, igreja e diretoria da Convenção, têm nos dado tranqüilidade para enfrentar os desafios do campo missionário. Sem as orações, o sustento e apoio é bem possível que não estivéssemos onde estamos hoje e tudo estaria ainda da mesma forma como quando aqui chegamos.

Pedidos de oração

1. Que a Igreja alcance o auto-sustento.
2. Queremos inaugurar este ano as obras de ampliação do templo.
3. Inauguração das salas, tanto para ensino, como para projetos sociais.
4. Consolidar os grupos de discipulado.
5. Abertura de novos locais de cultos na cidade.
6. Pela família missionária.

Porque o povo gaúcho deve investir em Missões?

Todos somos chamados por Deus para missões: através da oração, profissão, ofertas, viagens ao campo, evangelismo ou discipulado individual, a obra requer o envolvimento de todos, cada um fazendo a sua parte. Investir em missões é uma justificativa bíblica pelo valor que tem uma alma para Deus; Jesus nos mandou ir, pregar o Evangelho, fazer discípulos, batizar e ensinar, até que Ele venha. Melhor do que fazer a obra missionária como um ato de obediência, é fazê-la como um ato de gratidão pelo que Cristo fez na Cruz!

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